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Benefícios do exercício físico no tratamento da depressão


Publicado em 15/09/2017 Saúde Meio Ambiente e Assistência Social Fonte: Jéssica Taís Luedtke

Na grande maioria das vezes os sentimentos depressivos estão associados à sensação de stress, o que leva algumas pessoas a refugiarem-se e a aliviar a sua ansiedade no excesso de comida. O que conduz a um ciclo vicioso tremendamente negativo. Isto porque a pessoa fica propensa a uma alteração da sua autoimagem e consequentemente é afetada na sua autoestima.


A depressão é um problema psicológico que drena grande parte da energia, impedindo que a pessoa tenha força de vontade para realizar as tarefas do seu dia-a-dia. A mais simples das atividades como ir ao supermercado, limpar o quintal, ou fazer exercício pode tornar-se assustadora. A perda de energia é uma das principais características da depressão. Desta forma a prática do exercício físico é uma das melhores maneiras das pessoas deprimidas melhorarem o seu humor. Pode parecer paradoxal, mas a prática do exercício físico gera energia.

Na grande maioria das vezes os sentimentos depressivos estão associados à sensação de stress, o que leva algumas pessoas a refugiarem-se e a aliviar a sua ansiedade no excesso de comida. O que conduz a um ciclo vicioso tremendamente negativo. Isto porque a pessoa fica propensa a uma alteração da sua autoimagem e consequentemente é afetada na sua autoestima.

Vários estudos têm demonstrado a eficácia de diferentes formas de tratamento não farmacológicos para a depressão. O exercício físico tem estado entre essas descobertas para o tratamento da depressão, onde seus efeitos antidepressivos têm recebido considerável atenção. Alguns benefícios que o exercício físico pode proporcionar são a distração dos estímulos estressores, melhor qualidade de vida, maior controle sobre o seu corpo e sua vida, melhora da capacidade respiratória, o aumento de estímulos ao sistema nervoso central, na memória recente, funções motoras e a interação social, proporcionada pelo convívio com outras pessoas. O exercício físico deve fazer parte da vida do indivíduo, com ou sem doenças, para que o mesmo possa beneficiar-se de todas as melhorias que a prática possa oferecer. 

Durante a realização de exercícios físicos, o organismo libera dois hormônios essenciais para auxiliar no tratamento da depressão, a endorfina e a dopamina. Ambos têm influência principalmente sobre o humor e emoções. A prática de exercícios físicos aeróbios de 20 a 40 minutos com frequência cardíaca entre 120/140 Batimentos por minuto, duas vezes por semana tem a capacidade de liberar B-endorfina. Esse hormônio propicia um efeito tranquilizante e analgésico maior que a endorfina no praticante regular. A pessoa consegue beneficiar-se de um efeito relaxante e manter-se em um melhor estado psicossocial. Dessa forma, o exercício físico, aliado à psicoterapia e ao tratamento farmacológico, é um instrumento importante, não apenas como papel de reabilitação ou ocupacional, mas terapêutico da mesma forma.

O que eu recomendo, é que comece muito devagar, pouco a pouco, saia de casa e caminhe, dê alguns passos à volta da sua casa, ou numa rua por perto. Assim comece a movimentar-se, irá começar a sentir-se diferente, irá começar a sentir pequenas alterações de energia e vontade, o que lhe permite pouco a pouco ir aumentando a distância e tempo da sua caminhada ou outro tipo de exercício físico. Entre em ação e exercite-se!

Texto: Jéssica Taís Luedtke - Profissional de Educação Física

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